1.  

  2.  

  3. (Fonte: foxum, via deletingmyself)

     

  4.  

  5. (via javikicks)

     

  6. (via javikicks)

     

  7.  

  8.  

  9.  

  10. reals:

    Cali Beach | Photographer

    (via awdray)

     


  11. Um encontro inesperado

    Tudo começa pelo fato de estar escrevendo, o que não faço há bastante tempo. Na verdade faz bastante tempo que não me encontro por aqui. Isso ja é um encontro inesperado, mas não é desse a qual me refiro.

    Uma coisa boa de você estar perdido é o fato de você se encontrar mais sensível a certas coisas, se encontrar mais frágil de certa forma. Hoje, em um passeio do destino, encontrei um passado há tanto esquecido. Foi curioso como as coisas aconteceram para eu ver determinadas situações. Nessas horas acredito de fato que precisamos conhecer nosso passado para sabermos quem somos hoje.

    Em partes tão antagônicas encontramos um espaço de tempo para conflituar. Nos amamos, nos odiamos, nos descobrimos e nos perdemos. Ali traçamos o nosso destino e mostramos ao mundo do que somos capazes. Hoje, não nos vemos em lados opostos, mas no subconsciente entendemos que todo o caminho percorrido foi resposta à aquelas alienações e juras de vida (não de amor). Vejam só o que fazemos hoje. Em lados de guerrilhas diferentes, em descrenças declaradas e em valores superestimados. Em alguns instantes que observei seus registros, claramente vi uma certa inversão de papéis. O acreditar no desacreditado, o desacreditar no acreditado.

    Em alguns olhares senti uma falta. Talvez não seja sua especificamente, mas do tempo que passou pra gente e da vida exageradamente intensa que eu tinha. Todo esse retorno foi apenas uma faísca que acendeu o questionamento do porque. Do porque da minha incerteza. Entre idas e vindas pelas memórias longínquas e recentes, para chegar ao óbvio: sou humano. Quando somos jovens acreditamos que vamos viver para sempre, que temos superpoderes e somos capazes de tudo, a qualquer hora. Não conseguimos sentir ou até entender que o tempo esmaga todas essas expectativas sem pestanejar. O simples fato da realidade ser assim. Vezes que sombras de dúvida permeiam as ideias, enfraquecem as pernas e me fazem hesitar.

    Tenho responsabilidades diárias, que exigem bastante esforço, muita resiliência e força no espírito para suportar as duras verdades.É dificil sobreviver hoje em dia, com uma cultura tão inversa e aversa. Para estar de pé todos os dias, criamos um alguém para dar a cara à tapa, alguém que a sociedade aprove e aceite. Me habituei tanto a essa personalidade que assumi-a como minha, como a verdade, o caminho e a vida (ei, pera … não é nada disso que você está pensando). Há tempos sentia uma inquietação nas mãos, nas pernas, algo que não me permitia prosseguir, alcançar a meta que quis para o meu boneco. Agora noto que tive encontros inesperados há um certo tempo, so que não percebi que ja o conhecia. Estive tão centrado no trabalho que até esqueci seu nome. Hoje encontrei-o mais uma vez, porém acabo de reconhece-lo. Quem me segurava há tempos, quem tocava uma canção para me acalmar, quem sussurrava ao longe. Este era eu mesmo, quem terminei escondendo no mais intimo. Sempre quis dar minha opinião no que eu fazia, sempre quis parar para tocar uma canção, sempre quis me chamar para sorrir para as estrelas, ouvir o mar. Sempre quis viajar para outros mundos, sempre quis abraçar o meu sangue. No fim, queria voltar a amar.

    Não esperava me encontrar. Nem sabia que tava perdido. Na verdade não é um encontro de algo perdido, mas o encontro de ver alguém que há bastante tempo não via. Tô com medo do que irei ouvir, do que irei ver. Será mais uma ferida aberto? Who knows.

     

  12.  

  13.  

  14. a-castle-of-dreams:

    Disney paintings by Thomas Kinkade

    See more at http://www.thomaskinkade.com

    (via tastemyrainbowbietch)